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Bolsonaro barrou a criptomoeda da FUNAI, o que isso quer dizer?

O presidente Bolsonaro sentou na cadeira no dia 01 de Janeiro de 2019, e já barrou um projeto de criptomoeda que estaria sendo proposta pela FUNAI.

A FUNAI é um órgão governamental que reconhece e luta pelo direito dos povos indígenas, e que está em funcionamento desde 1967 no país.

Era a FUNAI que desempenhava o papel de demarcar terras indígenas (não mais), e proteger e promover os direitos desses povoados. É claro que os indíos de 2019 não são mais como os de 1500 (Descobrimento do Brasil), mas é uma população que está dentro do território brasileiro e que não costumam fazer parte do estado diretamente, sendo a FUNAI uma das ligações entre as “duas sociedades”.

Sem entrar no mérito de certo ou errado o trabalho desenvolvido pela FUNAI até o atual momento, um fato chamou a atenção da mídia de criptomoedas, pois, no dia 28 de dezembro a Fundação assinou um contrato de quase R$ 45 milhões com a Universidade Federal Fluminense (UFF) para criar, entre outras ferramentas, uma criptomoeda indígena.

É claro que o caso, em um final de mandato de um presidente com recorde de impopularidade não seria fácil de seguir adiante, e assim que a nova ministra assumiu a pasta responsável pela FUNAI correu para cancelar o contrato.

O caso chama a atenção para alguns pontos sobre as criptomoedas que ainda são obscuros para grande parte da população, pois as criptomoedas públicas foram feitas originalmente para não pertencer a uma empresa ou governo.

Além disso, criptomoedas feitas e pesquisadas por Estados, ou braços dos mesmos, possuem pouca relevância para o desenvolvimento tecnológico do setor, visto que projetos como o Bitcoin são totalmente descentralizados e é necessário que assim o seja.

Por fim, uma canetada resolveu o caso, o que mostra que criptomoedas centralizadas não possuem a confiança necessária, pois o dinheiro estatal já é um exemplo de uso de moeda centralizada atualmente, não sendo necessária a criação de uma “criptomoeda centralizada” para provar algo diferente do cenário que já se tem consolidado.

Para quem busca um exemplo de insucesso das criptomoedas centralizadas, basta um olhar para a Venezuela com a Petro, que não possui adoção necessária pela sua população.

O fato alivia os bolsos dos contibuintes, que iriam bancar mais um projeto irrelevante, pensado às pressas e de maneira duvidosa por um governo impopular, mas cabe a reflexão de que qualquer criptomoeda que se apresente como solução e venha de entidades governamentais, deve ser cercada primeiramente de muita cautela em sua adoção para o cotidiano.

 

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