Mineração do bitcoin pode consumir toda energia do mundo até 2020

É descomunal e uma estupidez despender tanta energia para processar uma simples transação, dispara Roberto Stern

O bitcoin e outras moedas digitais têm ganhando os noticiários nos últimos anos, seja pela sua alta que chegou a mais de 1.400%, ou, mais recentemente, pela queda para mais metade do valor. Mas essa volatilidade não é a única preocupação de especialistas.

Paralelamente ao cenário de incerteza financeira, outros temas que cercam as criptomoedas são a segurança dos dados, além da infraestrutura necessária para manutenção da operação virtual. Segundo o sócio-fundador da Adamos Tecnologia, Roberto Stern, a atenção também precisa se voltar para o consumo excessivo de energia utilizada para minerar as moedas digitais.

O executivo alerta que, se todas as máquinas ligadas ao “blockchain” do bitcoin fossem um país, esta nação fictícia ocuparia o 61º lugar em consumo de energia elétrica no mundo. “É descomunal e uma estupidez despender tanta energia para processar uma simples transação”, critica Stern, que atua há mais de 21 anos no mercado de TI.

De acordo com o executivo, toda a mineração de bitcoin no mundo consome um total de 29,05 TWh (Terawatt-hora) de eletricidade anualmente, o que equivale a 29 bilhões de kwh (quilowatt/hora). Por isso, minerar já gasta mais energia do que a consumida em países como Irlanda, Croácia, Uruguai e Equador. Na África, apenas três países consomem mais: África do Sul e Argélia.

Na lista, o Brasil aparece ocupando a oitava posição no ranking dos países que mais gastam energia no mundo. “Caso a taxa se mantenha nesse nível, a expectativa é de que até o início de 2019, as criptomoedas estejam utilizando a energia equivalente ao nível de consumo da Inglaterra. Em 2020, se não houver algum de tipo de regulamentação, toda a energia mundial existente poderá ser esgotada no processo de produção das moedas virtuais”, alerta.

Bolha

O especialista afirma ainda que, se a mineração de Bitcoins superar a fase “bolha”, evoluir e se estabelecer como uma operação economicamente viável, os desenvolvedores do bitcoin terão de encontrar outra forma de validar as transações, pois o método de força bruta baseada no “Proof of Work” (PoW -prova de trabalho) é totalmente ineficiente do ponto de vista energético.

Para Stern, cada transação exige diversos “mineradoes” que concorrem para ver quem acerta antes um cáculo matemático complexo, gerando trilhões de tentativas e e erros, até que se obtenha a prova de trabalho válida. Nete formato, portanto, seria insustentável.

 

Fonte

Tiago S. Barbosa Ferreira

Tiago S. Barbosa Ferreira

Partiner em SorocabaTI
Atuando na área de infraestrutura e Suporte desde 2005.

Atualmente trabalho com Analise e Suporte, Infraestrutura de redes, Administração de Servidores e analise e levantamentos de requisitos para projetos de implantação e migração de ambientes!
Tiago S. Barbosa Ferreira

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