Com blockchain e apps inteligentes, Oracle sofistica oferta de nuvem

Na conferência OpenWorld, a empresa anunciou Adaptive Intelligence apps para ERP, HCM e SCM, e incluiu chatbots e blockchain na oferta de PaaS

A reboque das suas ofertas de software as a service (SaaS) e plataforma as a service(PaaS), a Oracle está ampliando a camada de inteligência das suas aplicações para acompanhar – e preferencialmente incentivar – a marcha das empresas que estão trocando o ambiente on-premises em favor da nuvem.

Durante a Oracle OpenWorld, em San Francisco, que terminou nesta quarta-feira, 04/10, a Oracle abriu o leque dos seus Adaptive Intelligence Apps para alcançar toda a sua suíte de software corporativo, incluindo ERP, HCM (Human Capital Management) e SCM (supply chain management).

E avançou nos serviços que utilizam Inteligência Artificial. Além do anúncio do Oracle 18c, seu banco de dados que utiliza machine learning para executar de forma autônoma seus ajustes e atualizações, dispensando interação humana, a companhia lançou serviços de nuvem para chatbot, blockchain e Inteligência Artificial.

Inteligência Adaptativa

Os Apps de Adaptive Intelligence utilizam machine learning e automatizam diferentes conjuntos de tarefas combinando o first party data de cada usuário com a gigantesca quantidade de dados disponíveis em third party data que a Oracle oferece através do seu Data Cloud. Em abril deste ano a Oracle mostrou seu primeiro set de Adaptive Intelligent Apps durante o evento Modern Customer Experience, como parte da oferta de Customer Experience (CX) Cloud, incluindo apps de Marketing, Service, Sales e Commerce.

Agora, a Oracle está trazendo essa tecnologia para alavancar outros aspectos dos negócios dos seus clientes.

Para o vice-presidente de aplicações da Oracle América Latina, Carlos Arguindegui, o movimento de ter data as a service associada às aplicações, traz para a nuvem ferramentas e tecnologias que permitem às empresas estar presentes com mais inteligência na jornada dos seus consumidores. “Esse é um momento muito importante para o cenário de aplicações em nuvem. Com a adaptive intelligence, podemos combinar informações de mercado, associar a elas dados de redes sociais e outras fontes e, com o uso de machine learning, gerar insights que permitem às empresas vender mais e melhor”.

A tecnologia que alimenta os apps de IA da Oracle é a mesma em toda a linha de produtos: a Oracle aplica metodologias tradicionais de estatística, bem como técnicas de redes neurais e machine learning para diferentes conjuntos de dados em vários cenários, usando tecnologias open-source ou seus próprios algoritmos.

No caso do ERP, a inteligência agregada permite analisar os dados dos fornecedores, contratos e invoices e definir formas de otimizar os processos de pagamentos. Para a área de HCM, o foco em gestão de pessoas dá aos gestores de RH recursos para ir muito além da simples análise dos currículos e passar a analisar comportamento e performance de excelência combinando outros dados.

Inovação como serviço

No OpenWorld 2017, a Oracle trouxe para sua oferta de Plataforma as a service (PaaS) a tecnologia de inteligência que está na base dos seus apps, anunciando novidades como chatbots, blockchain e IA como serviços. A tecnologia de Inteligência Artificial será ofertada por meio da Oracle AI Platform Cloud Services. Instâncias da AI Platform Cloud já terão pré-instaladas bibliotecas conhecidas de IA, ferramentas e frameworks de deep-learning, incluindo tecnologias como TensorFlow, Keras Jupyter Notebook, e NymPy, segundo a Oracle. Os usuários têm acesso à Oracle Object Store e podem conectar-se com clusters de Spark e Hadoop.

O Oracle Blockchain Cloud Service é parte da Oracle Cloud Platform. Ele é administrado pela Oracle e projetado para entregar provisionamento rápido, monitoramento e backup contínuo. Para uma empresa de software corporativo como a Oracle, oferecer blockchain é um passo acertado.

Embora o conceito tenha aparecido associado à criptomoeda bitcoin, seus recursos essenciais de documentar e garantir a fidelidade e segurança pública de toda a cadeia de transações estão sendo utilizados pro instituições financeiras e corporações em uma grande variedade de cenários. A tecnologia blockchain pode, por exemplo, ser incorporada a uma aplicações de supply-chain para rastrear todo o histórico das transações e a localização dos componentes.

A Oracle também está transformando seus recursos de chatbot como serviço dentro da Oracle Mobile Cloud. Os chatbots foram inicialmente anunciados na Oracle OpenWorld do ano passado e incluídos a suíte de experiência do consumidor em abril deste ano. Agora as empresas podem utilizar essa tecnologia como serviço em uma grande variedade de aplicações.

Eles agora podem comprar os bots como serviço para uso direto em suas aplicações, sejam elas focadas em atendimento de saúde ou no varejo. O ponto importante aqui é, novamente, engajar os clientes, sejam eles externos, eles visitando um site de uma empresa ou internos, como funcionários utilizando um chatbot em um app de recursos humanos.

Os chatbots podem ser associados à lógica dos apps de IA, para poderem, por exemplo, recomendar automaticamente o produto mais adequado para um consumidor que está visitando um site de varejo online, diz Carlos Arguindegui. É uma mudança importante para as empresas, que podem deixar de ser reativas para assumir uma postura proativa com inteligência e mudar a percepção do cliente.

Acelerando na curva

A Oracle sempre foi criticada por ter sido “tardia” em abraçar a nuvem (começou há dez anos) e com isso ter dado espaço para que concorrentes como Amazon e Microsoft passassem muito na frente no mercado de infraestrutura de nuvem. Mas os anúncios desta semana mostram que a companhia está mirando atrair os usuários corporativos por conta dos seus apps de cloud e por conta de se apropriar de itens muito importantes nos próximos anos – segurança dos dados e machine learning – e incluí-los em seus produtos core. “Temos uma posição única na convergência da infraestrutura, plataforma e apps”, disse Amit Zavery, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produto para Oracle Cloud Platform.

Nesse sentido, a companhia parece estar acelerando na curva para encostar nos concorrentes.

“A Oracle está demonstrando estar totalmente preparada para o momento. Somos a única empresa hoje que pode ser um one stop shop para cloud. Estamos mostrando uma cara diferente, provando que uma empresa de 40 anos pode ser uma empresa moderna. Sempre falamos em machine learning e IA, mas agora estamos aplicando em nosso próprio negócio, o database agora é autônomo. Na parte de business, Larry [Ellison] demonstrou no palco que temos um edge muito grande sobre a Amazon, de custo e de performance. E ainda estamos garantindo por escrito que vamos cobrar metade do que cobra a Amazon para rodar o Oracle”, diz Luiz Meisler, Vice-Presidente Executivo da Oracle América Latina.

Os dados de mercado mostram que há vantagens claras em atacar o segmento de apps em cloud. A Oracle teve um crescimento de apenas 2% na receita da venda de seu software tradicional on-premises do primeiro trimestre do novo ano fiscal comparado com o ano anterior. Mas a receita gerada pela área de SaaS saltou 62% no mesmo período, para US$ 1,1 bilhão. E a receita das áreas de PaaS e IaaS cresceu 28% no mesmo período, para US$ 400 milhões.

Software on-premises ainda representa 60% da receita total da companhia, mas um indicador de que o caminho novo está aberto é que 55% dos novos clientes da Oracle, na América Latina, já entram no modelo cloud.

* A jornalista Silvia Bassi viajou a San Francisco a convite da Oracle América Latina.

 

Fonte

Tiago S. Barbosa Ferreira

Tiago S. Barbosa Ferreira

Partiner em SorocabaTI
Atuando na Areá de infraestrutura e Suporte desde 2005.

Atualmente trabalho com Analise e Suporte, Infraestrutura de redes, Administração de Servidores e analise e levantamentos de requisitos para projetos de implantação e migração de ambientes!
Tiago S. Barbosa Ferreira

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